sexta-feira, 23 de maio de 2014

Culto de Jovens


A IEQ do Cotolengo convida a todos para mais um culto de jovens, participem com a gente!! Um culto muito abençoado, bandas de louvores e muita adoração.. o Espirito Santo já confirmou presença, contamos com a sua também!!!
Início do culto neste sábado,dia 24/05 às 19h30 
Sfihas e refrigerante serão servidos após o culto

Endereço: Rua Renato Polatti, 2671,Campo Comprido.
Próximo ao mercado Tissi,ao lado do Costelão Campo Comprido

terça-feira, 20 de maio de 2014

BILIONÁRIO INVESTE PESADO PARA QUE ESCOLAS ENSINEM A BÍBLIA

Bilionário investe pesado para que escolas ensinem a Bíblia
Bilionário, o presidente da rede de lojas de decoração Hobby Lobby, Steve Green, está lançando uma campanha controversa. Ele deseja ver cursos bíblicos como matéria eletiva em milhares de escolas públicas a partir de 2017.
Green disse que não quer “impor o cristianismo”, mas acredita que o futuro do seu país está em risco devido à falta de conhecimento da Palavra de Deus.  “A nação está em perigo devido à sua ignorância sobre o que Deus ensinou”, disse Green à Associação Nacional da Bíblia.
“Há lições do passado que podemos aprender com este livro. Precisamos saber disso, pois se não o fizermos, nosso futuro será muito assustador”, afirmou.
Ele já conseguiu autorização para um período experimental do projeto no distrito escolar de Mustang, na capital do Estado de Oklahoma.
Green preside uma ONG sem fins lucrativos chamada Museu da Bíblia, seu objetivo é, como o nome indica, preservar a Bíblia. Além do museu que deverá ser inaugurado em Washington DC, em 2017, eles reuniram cerca de 70 estudiosos bíblicos internacionais no desenvolvimento do currículo a ser introduzido nas escolas de ensino médio.
Green deve patrocinar todo o material escolar referente a matéria, que será opcional. O currículo incluirá contexto literário e histórico da Bíblia, incluindo uma visão aprofundada de sua narrativa e seu impacto através dos tempos.  O material pode ser estudado ao longo de três anos.
Steve Green já disse que não medirá esforços e finanças para ver esse projeto se tornar realidade. Apesar da enxurrada de críticas, que defendem a laicidade do Estado, Green tem respondido que algumas das maiores universidade do mundo (como Harvard e Yale) foram criadas, originalmente, para ensinarem a Bíblia.
Ambicioso, o projeto deseja se estender a outros Estados americanos, alcançando milhares de jovens estudantes.  Com informações Examiner e CBN

Mulheres são quase 60% dos crentes brasileiros e ganham força nos púlpitos das igrejas


Desde os tempos em que cabia às mulheres a exclusiva tarefa de ficar em casa, cuidando dos afazeres domésticos e dos filhos, elas são maioria nas igrejas. Basta visitar um culto para se ter a impressão de que as mulheres são muito mais numerosas que os homens nas igrejas. Mas só há relativamente pouco tempo têm tido acesso ao local de mais destaque no templo: o púlpito. Ultimamente, o ministério feminino tem ganhado força, num mundo onde cada vez mais as mulheres se destacam. Em mais e mais igrejas evangélicas – tradicionais, pentecostais ou neopentecostais –, a figura das pastoras, diaconisas, presbíteras e até bispas já se tornou rotineira, situação bem diferente do que ocorria no passado, quando ao gênero feminino eram reservados cargos de menor visibilidade, como cuidar de crianças ou lecionar na Escola Dominical. A Igreja Evangélica brasileira chega à segunda década do século 21 com uma face mais feminina do que nunca.

Segundo as estatísticas da organização Servindo Pastores e Líderes (Sepal), quase 60% dos crentes brasileiros são mulheres. E, embora ninguém goste de assumir qualquer discriminação, é fato notório que a membresia feminina demorou bastante para sair das posições eclesiásticas periféricas e conseguir ascender à liderança. Mas que fique claro que não foi uma transformação consciente, planejada – como acontece com a maioria das mudanças de natureza social, a revolução feminina evangélica é parte de um todo. “A Igreja passou a responder às necessidades da sociedade e essa mudança de paradigma se deu na medida em que a sociedade abriu-se para a liderança feminina nas mais diversas áreas”, diz o missionário Luis André Bruneto, coordenador de pesquisas da organização Servindo Pastores e Líderes (Sepal).

O pesquisador situa tal metamorfose num passado recente. “Essa abertura à mulher ocorre nas décadas de 1970 e 80, e vai se refletir na Igreja principalmente nos anos 90, exatamente a época em que a Igreja brasileira mais se pulverizou e cresceu”, aponta. O surgimento de milhares de novas congregações evangélicas, fenômeno religioso contemporâneo no país, é uma explicação. “Isso se deu devido à necessidade de líderes que a própria Igreja possui”, acrescenta Bruneto. E as mulheres foram naturalmente pondo a mão no arado.

Agora, essa Igreja chega à segunda geração de líderes mulheres perguntando-se o que elas têm de melhor a oferecer. Embora, naturalmente, ainda haja muitas resistências à liderança de saias – e o Novo Testamento, de acordo com a ótica da interpretação, pode tanto legitimar como rejeitar o pastorado feminino –, diversas igrejas já se utilizam do trabalho das obreiras há bastante tempo. Denominações tradicionais como a Metodista e a Luterana adotam tradicionalmente o pastorado feminino, franqueando às mulheres até cargos de direção em suas organizações. Outras, como a Igreja do Evangelho Quadrangular (IEQ) – esta, de linha avivada –, têm nas suas origens a marcante presença feminina. Foi a canadense Aimee Mcpherson que fundou a organização, em 1923, nos Estados Unidos. Hoje, a Quadrangular está em mais de uma centena de países, inclusive no Brasil, onde é uma das dez maiores denominações evangélicas.

“Essa participação da mulher é ativa, fluente e expressiva”, concorda a coordenadora nacional das Mulheres Quadrangulares, Mara de Barros Flores. “Já está provado que temos a capacidade, o amor e a unção necessários para o crescimento da Igreja”. Ela acredita que as denominações que rejeitam a participação feminina efetiva em cargos de liderança estão perdendo tempo. “A ajuda feminina que é ativa, fluente e expressiva”. Na IEQ, mulheres atuam em todas as funções eclesiásticas, chegando a ocupar 50% do ministério. E não basta ser simplesmente casada com um pastor – a candidata ao púlpito precisa seguir os trâmites estatutários e ter o mesmo estudo e preparo dos colegas de terno. “Além, claro, do chamado, da vocação e da liderança necessárias para estar à frente de uma igreja como pastora titular.”

Sonia do Nascimento Palmeira, presidente da Confederação de Mulheres da Igreja Metodista do Brasil, cita o exemplo de Marta Watts, primeira missionária da denominação a chegar ao Brasil, para destacar a importância do protagonismo feminino na obra de Deus. A obreira, vinculada à Sociedade de Missões Estrangeiras das Mulheres da Igreja Episcopal do Sul nos Estados Unidos veio com a tarefa de educar crianças e moças. No mesmo ano, fundou o Colégio Piracicabano, em Piracicaba (SP), que hoje é conhecido como Centro Cultural Marta Watts. Criou ainda um colégio em Petrópolis (RJ) e outro em Belo Horizonte (MG), colaborando sempre com as mulheres para que tivessem acesso à educação num tempo em que este direito lhes era constantemente negado. A ênfase nestes estabelecimentos era “ministrar uma educação liberal às moças para que seu horizonte intelectual e espiritual se ampliasse, preparando-as para agir com independência”, conforme o lema do Marta Watts.

“Proveito” – Sonia considera lamentável que ainda existam igrejas dominadas apenas por homens. “Vejo isso como um equívoco muito grande, pois a Palavra de Deus ensina exatamente o contrário. Jesus valorizou as mulheres. Elas foram criadas da mesma forma que os homens, com todo o potencial que eles têm também”. Para ela, o direito de exercer papel de destaque é tanto dos homens como das mulheres. “Na nossa Confederação, estamos preocupadas como Marta Watts esteve um dia, em impulsionar as mulheres de hoje a buscarem cada vez mais o seu lugar na Igreja e no mundo”, explica.

Tal lugar, segundo a psicóloga Isabelle Ludovico, deve passar necessariamente por qualidades tipicamente femininas, como a doçura e a afetividade. Em seu novo livro, O resgate do feminino, ela diz que o ambiente competitivo acabou roubando das mulheres aqueles aspectos comportamentais que sempre as diferenciaram dos homens, com consequências na qualidade da vida afetiva e espiritual – e que isso precisa ser revisto. “As mulheres assumem muitas atividades na igreja, e isso é movido por sua paixão pelo Reino de Deus”, diz (veja Entrevista abaixo). “A participação da mulher em posições de liderança trouxe muito proveito para a Igreja”, endossa o pastor Carlos Barcelos, da Igreja Batista do Morumbi, em São Paulo. “Considero importante o olhar feminino, que contribui para a ampliação de percepções dos vários problemas que uma comunidade pode enfrentar”. Defensor do mérito, independentemente do gênero, Barcelos diz que o papel a ser exercido pela mulher na igreja depende de suas capacidades e habilidades. “Toda posição de liderança, seja preenchida por um homem ou mulher, demanda do líder o cultivo de uma vida cheia do Espírito, pois as decisões tomadas afetam a vida de muitas pessoas”, pondera. Por isso mesmo, acrescenta, a mulher não deve deixar de lado suas características para sentir-se aceita. “Quando a mulher pretende agir como homem, está no caminho da falha.”

O pastor sugere um reestudo hermenêutico do texto bíblico de I Timóteo 2.11, que comumente é usado para justificar uma suposta posição secundária da figura feminina no contexto da Igreja. Para ele, a expressão “ficar em silêncio” deve ser entendida num contexto de disputa por autoridade, inclusive sobre o homem. “Toda situação em que o homem se retrai e a mulher entra no espaço deixado por ele costuma trazer problemas sérios”, analisa. Às mulheres com destaque na igreja, Barcelos aconselha, sobretudo, que se submetam àquilo que o Espírito Santo lhes indicar. “Isso não pode ser contrário ao que a Bíblia ensina e nem uma bandeira reivindicando posições. Se determinada Irma tem convicção de um chamado, trabalhe com paciência até que surja a oportunidade de pô-lo em prática”.

Exercício dos dons – Blanche Bruno, pastora de missões e aconselhamento da Igreja Cristã Casa da Rocha, acha que o mais importante é o exercício dos dons para abençoar a congregação. “O Espírito é o mesmo que age em todos, mas Deus criou a mulher com sensibilidades particulares”, diz a obreira. “Nossos mecanismos de percepção são diferentes dos homens, e por isso o papel feminino, tão importante na família e no trabalho, também o é no âmbito da igreja”. Blanche, que juntamente com o marido, José Bruno, eram bispos na Igreja Renascer em Cristo até o ano passado, acredita que a igreja não funciona por causa dos cargos que as pessoas nela ocupam, mas pelo cumprimento do chamado de seus membros. “Quando isso acontece, cada um está no seu devido lugar, seja homem, seja mulher”.

A jovem Alyne Romeiro, assistente pedagógica e membro da Igreja Cristã da Trindade, avalia como seria uma igreja sem a participação de mulheres na liderança. Ela atua no ministério de louvor e organiza eventos para os jovens em sua igreja e acredita que Deus chama a cada um individualmente, independente do sexo. “Uma igreja sem mulheres à frente, seria uma igreja de poucas atividades, criatividade e talvez alguns detalhes passariam despercebidos. “Deus nos fez criativas, mais emocionais, preocupadas com detalhes, mais ouvintes, temos maior facilidade em abrir mão de nossas coisas.” Alyne não consegue se imaginar sentada, sem fazer nada. Não só pelo fato de ser filha de pastor, mas sim pelo fato de ser cristã. “É como se eu fosse devedora. Se quero que todos sejam alcançados por essa graça, preciso trabalhar para isso e trabalho por amor e gratidão ao Senhor”, declara.

A valorização que Cristo fez da figura feminina é lembrada por Lia Casanova, ligada ao Ministério Desperta Débora, como principal endosso a uma participação cada vez mais ativa da mulher na obra de Deus. . “Tenho firme convicção de que Deus nunca se agradou da forma como a mulher passou a ser tratada ao longo da história, por isso Jesus se deu ao trabalho constante de mostrar aos homens como devemos ser consideradas”, advoga. Ligada a um movimento nacional de oração integrado exclusivamente por mulheres, ela lembra o exemplo de grandes mulheres de fé na Bíblia, como Maria, a mãe de Jesus, e Madalena, que não negou seu Mestre nem nos momentos de maior perigo. “Nós somos feitas por Deus e devemos nos colocar nas suas mãos para que possa nos usar para seu serviço e sua glória quando, onde e como quiser.”

Fonte: Cristianismo Hoje / Gospel Prime

sábado, 13 de outubro de 2012

O que fazer para manter meu filho dentro da igreja?




. .Como membro da sociedade os pais cristãos precisam educar seus filhos, e não deve deixar tal encargo sob responsabilidade da igreja, ou de qualquer outra instituição. Tal incumbência é única e exclusivamente dos pais. Se faltar os pais, tal incumbência deve ser transferida a outra pessoa que desempenhe este papel: avós, tios, ou, em último caso, uma instituição estabelecida pela sociedade (orfanato).



O que fazer para manter meu filho dentro da igreja? Esta é uma pergunta feita por muitos pais cristãos.


Aqueles que têm filhos pequenos querem fórmulas para prevenir que seus filhos não se desviem da igreja, e os que têm filhos grandes, que se distanciaram da igreja, desejam que Deus realize um milagre.


O que fazer?
Em primeiro lugar, todo cristão deve estar consciente que ‘os filhos da carne não são filhos de Deus’. Como? O meu filho, nascido em berço evangélico e/ou protestante não é filho de Deus?



Ora, se ‘filho de crente fosse filho de Deus’, teríamos que concordar que todos os descendentes de Abraão também são filhos de Deus, porém, não é isto que a bíblia ensina.


O apóstolo Paulo ao escrever aos cristãos em Roma, deixou claro que, ser descendente da carne de Abraão não é o que concede filiação divina “Não que a palavra de Deus haja faltado, porque nem todos os que são de Israel são israelitas; Nem por serem descendência de Abraão são todos filhos” ( Rm 9:6 -7 ).


Ou seja, “... não são os filhos da carne que são filhos de Deus, mas os filhos da promessa são contados como descendência” ( Rm 9:8 ). Ora, se os filhos de Abraão não são filhos de Deus, segue-se também que filho de crente não é filho de Deus.


Logo, qualquer que queira alcançar filiação divina tem que ter a mesma fé que teve o crente Abraão, ou seja, para que um filho de um cristão seja filho de Deus, necessariamente precisa crer do mesmo modo que o pai creu na mensagem do evangelho “Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão” ( Gl 3:7 ).


Somente os que são gerados através da semente incorruptível, que é a palavra de Deus, são filhos de Deus, ou seja, filhos de cristãos não são necessariamente filhos de Deus.


Em segundo lugar, todos cristãos devem estar cônscios que o corpo de Cristo, que também é nomeado de igreja, não pode ser confundido com instituições humanas, tais como a família e a igreja. Fazer parte de uma instituição humana não torna o homem pertencente ao corpo de Cristo, ou seja, salvo.


Como membro da sociedade os pais cristãos precisam educar seus filhos, e não deve deixar tal encargo sob responsabilidade da igreja, ou de qualquer outra instituição. Tal incumbência é única e exclusivamente dos pais. Se faltar os pais, tal incumbência deve ser transferida a outra pessoa que desempenhe este papel: avós, tios, ou, em último caso, uma instituição estabelecida pela sociedade (orfanato).


Por que a missão de educar filhos não pode ser delegada? Porque dentro da normalidade os pais são as pessoas que possuem a melhor e maior relação de confiança nos primeiros anos de vida de um indivíduo. Com base nesta relação de confiança a instituição família torna-se um laboratório onde todos os ensaios para se produzir um cidadão responsável é levado a efeito.


Dentro da família é que se aprende o que é autoridade e responsabilidade. No seio da família é que se aprende e se desenvolvem as relações humanas, tais como fraternidade, amizade, confiança, respeito, afetividade, etc.


Como os pais possuem a melhor e maior relação de confiança, também são eles os mais indicados para apresentar o evangelho de Cristo às crianças durante o processo educativo. Portanto, é salutar que os pais não apresentem aos filhos um Deus vingativo e rancoroso. Frases do tipo: “– Não faça isto porque papai do céu não gosta! Ou, - se você fizer isto, Deus castiga!”, não reflete a verdade do evangelho e causa um prejuízo enorme a compreensão da criança.


A relação que o evangelho estabelece entre Deus e os homens se pauta pela confiança e fidelidade. É possível confiar em alguém rancoroso e vingativo? Não! Ora, como é possível um jovem confiar em Deus, se o que lhe foi apresentado não condiz com a verdade do evangelho?


Os pais precisam demonstrar aos filhos que alguns comportamentos não são tolerados porque efetivamente o pai e a mãe desaprovam. Que tais atitudes são proibidas efetivamente pelo pai e pela mãe. Que tal comportamento é pernicioso e toda a sociedade também desaprovam.


Não apresente para seu filho um Deus rancoroso, nervoso, que está pronto a castigá-lo diante de qualquer erro de conduta. Tal comportamento por parte dos pais demonstra claramente que estão fugindo de sua responsabilidade como educador.


Educar os filhos estabelecendo uma relação de medo, tendo Deus, a igreja, o pastor, o padre, o diabo, o inferno, a polícia, boi da cara preta, etc., como algozes ou elemento de punição, acaba por produzir homens que não respeitam as instituições e desprezam os que exercem autoridade. Este tipo de educação estabelece o medo em lugar do respeito, pois a relação de confiança não é estabelecida. Quando o medo passa já não há mais motivo para obedecer.


Os pais que agem desta maneira ao educar os seus filhos têm sim sua parcela de culpa no desencaminhar dos filhos. A igreja também tem o seu quinhão, pois deixou de apontar os pais como únicos e legítimos responsáveis pela educação dos seus filhos. O estado também é culpado, pois assume o papel de educador, quando na verdade, é somente veículo de transmissão de conhecimento.


Se as bases da educação não forem delineadas no seio da família, e tais conceitos aplicados e experimentados nas relações familiar, qualquer outra instituição humana, como a igreja e o estado estarão fadados ao fracasso.


Muitos pais se aplicam ao trabalho, ao estudo e a igreja, porém, não investem tempo na educação dos filhos. A educação dos filhos se dá em tempo integral e não é salutar negligenciar este tempo.


A preocupação com os filhos geralmente surge apenas quando os pais cristãos sentem que seus filhos estão se distanciando da instituição igreja. Temerosos apelam para a imposição e coerção, obrigando os filhos a irem à igreja. Tal atitude é ainda mais equivocada do que não ter instruído a criança no tempo certo.


Estas questões sobressaltam alguns pais cristãos porque não sabem divisar qual é o seu papel como membro da sociedade, e qual a sua missão como embaixador do evangelho. Pais cristãos não podem misturar estas duas funções.


Os pais cristãos têm duas missões bem distintas: a) educar os filhos para serem membros da sociedade, e; b) anunciar as maravilhosas promessas do evangelho aos filhos para que jamais se distanciem da fé.


Estas missões devem ser desempenhadas desde a mais tenra idade, tendo o cuidado de se ocupar simultaneamente da educação e formação de um cidadão, sem negligenciar o ensino da palavra da verdade, enfatizando o amor e a fidelidade de Deus.


Desde pequenino a criança deve ser ensinada a respeitar as autoridades, e é através dos pais que a criança será exercitada quanto à submissão a autoridade. Através dos irmãos, avós e tios a criança aprenderá o respeito e o convívio. Como os amigos, professores, vizinhos e estranhos a criança aprenderá as relações com o mundo.


E quanto ao evangelho? O que a bíblia recomenda? Lemos em Deuteronômio o seguinte: “E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te” ( Dt 6:7 ). Sobre o caminho da vida a criança deve ser instruída em todo tempo, ou seja, em casa, no caminho, no deitar e no levantar.


A instrução das sagradas ‘letras’ é encargo dos pais! Delegar tal função ao professor da escola dominical não é o recomendado pelas escrituras, além do mais, restringe o tempo de ensino acerca de Cristo a uma vez por semana, por um período de apenas uma hora. Totalmente diferente do que a escritura recomenda: ensino diário.


Os pais precisam ajudar as crianças a compreenderem que todos devem obediência aos pais e a sociedade. A submissão aos pais hoje, é um ensaio e um aprendizado à submissão que será exigido pela sociedade, tanto na escola quanto no trabalho.


Após ser instruído, mesmo que o jovem não queria seguir o evangelho de Cristo, teremos um cidadão comprometido com certos valores sociais.


Um dos problemas pertinente a educação de filhos de cristãos hoje está em misturar educação familiar com igreja. Delegar à igreja a responsabilidade de transmitir valores socioculturais é um grande erro. Quando o jovem cresce e se decepciona com certas pessoas dentro da instituição, acaba se afastando da igreja e ao mesmo tempo rebela-se contra todo e qualquer tipo de valores sociais.


Quando os pais estão cônscios de que não geram filhos para Deus, se aplicam mais na educação e evangelização dos filhos. Também não se desesperam quando virem que seus rebentos não estão com vontade de ir à igreja. Não se sentirão culpados ou responsáveis por seus filhos quando eles não acatarem algumas questões institucionais.


É preciso educar os filhos através do ensino da palavra de Deus, porém, sem esquecer-se de transmitir e inculcar valores sociais. Na educação está inserido a conversa, a brincadeira, a repreensão, o alerta, etc. Permita aos filhos vivenciarem todas as fases da vida, desde a meninice, a adolescência e a juventude.


Mas, o que fazer quando os filhos se desviam da igreja? Em primeiro lugar é necessário distinguir se os filhos se desviaram do evangelho ou se distanciaram de uma determinada instituição.


Desconhecer princípios elementares do evangelho leva os pais a confundirem o que é ser filho de Deus com o pertencer a uma determinada igreja. Se um filho deixou de ser assíduo na igreja, não deve ser rotulado de desviado, ou que está a passos largos para o inferno, etc.


Se uma pessoa professa a verdade do evangelho conforme diz as escrituras, isto significa que não é um desviado, antes deve ser alertado somente quanto à necessidade de se congregar. Talvez seja necessário que os pais investiguem o motivo pelo qual os seus filhos estão deixando o hábito de reunir-se com outros cristãos.


Agora, se o filho não professa a verdade do evangelho e continua congregando por habito, a condição dele diante de Deus é preocupante. O que ele sabe acerca do evangelho? Ele professa a fé do evangelho? Se a resposta é negativa, é necessário anunciar-lhe a verdade do evangelho, para que ele creia e venha a ser salvo, e não somente um freqüentador de igreja.

Autor :Jussara e Crispim
Fonte: http://www.estudobiblico.org/licoes-biblicas/analise-biblica/licoes/703-pais-filhos-e-a-igreja
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Evangélicos no Brasil. Censo 2012-2013

O Censo 2012-2013 informou recentemente o que muitos já sabiam, o crescente número de Evangélicos no Brasil e tudo indica que até o próximo Censo este número irá se elevar e muito! O Brasil é um país no qual as religiões convivem com grande paz e harmonia, com muitas pessoas até mesmo tendo contato e convivendo com mais do que uma religião crendo assim que alcançará mais rapidamente a Deus.




Algumas religiões estão ganhando cada vez mais seguidores, como entre os evangélicos que há um crescimento comprovado nos últimos anos. O Brasil que já foi considerado um país de maioria absoluta católica hoje convive com uma variedade maior de religiões e os Evangélicos se fazem presentes em várias frentes, em várias localidades.


No último censo demográfico realizado pelo IBGE comprovou-se que a população evangélica no país cresceu em relação ao último censo realizado no ano de 2000, tendo hoje uma participação de 22,2% entre a população brasileira no ano de 2010, contra 15,4% no censo de 2000.

No censo do ano de 1991 o percentual era de apenas 9%, sendo assim é certo que os evangélicos estão tendo crescimento em detrimento da população católica que está tendo redução nos últimos censos realizados.


Há de se pensar que as igrejas evangélicas talvez estejam arrebanhando mais pessoas devido ao grande número delas, tendo vários segmentos como os luteranos, presbiterianos, metodistas, batistas, adventistas, pentecostais, congregacionais e outras que estão atuando em praticamente todo o território nacional.

No ano de 2012 e 2013 certamente esta tendência de crescimento continuará existindo e talvez daqui há 8 anos quando acontecerá novo censo demográfico no Brasil, os evangélicos farão parte de 50% da população, pois o crescimento desta religião está exponencial em comparação com outras religiões existentes no país, cujos administradores, governantes, pastores ou seja lá quem for responsável pela conquista de mais pessoas, não estão conseguindo o mesmo sucesso das igrejas evangélicas.



Confira os números de acordo com o Censo mais recente:

Católicos: 123 milhões.

Evangélicos: 42,3 milhões.

Sem religião: 15 milhões.

Espíritas: 3.8 milhões.

Umbandistas: 407 mil.

Candomblé: 167 mil.

Ainda de acordo com o Censo é o estado de Rondônia que conta com uma concentração maior de evangélicos em comparação aos demais estados brasileiros, cerca de 33,8%. Já o Piauí é o que apresenta o menor índice, cerca de 9,7%.


Hoje o Brasil é considerado o país com maior número de evangélicos de origem pentecostal. Outro dado desta pesquisa divulgado pelo Censo é sobre o perfil dos Evangélicos, que de acordo com a instituição tem idade mais jovem em sua grande maioria. 45,7% se identificou à pesquisa como sendo de cor parda e de cor branca 44,6%. Os índices também apontam que o crescimento maior é dos pentecostais que passaram de 10,4% para 13,3%, isto no período de 10 anos - de 2000 a 2010.

Fonte: http://dicasgratisnanet.blogspot.com.br/2012/07/evangelicos-no-brasil-censo-2012-2013.html

domingo, 17 de junho de 2012

Qual é o centro da vontade de DEUS?

Fonte: Estudos Bíblicos
http://www.estudobiblico.org/licoes-biblicas/analise-biblica/interpretacao/709-qual-o-centro-da-vontade-de-deus?showall=1&limitstart=
.Muitos cristãos não têm certeza da salvação. Estão aflitos, cheios de conflitos interno, pois as mensagens destes preletores, que exortam os cristãos a estarem no centro da vontade de Deus, nunca lhes apontam qual é a vontade de Deus. O que impera não é o amor, mas o medo! ( 1Jo 4:18 ). São crentes em crise. Perturbados. Sem vida!



"Para que, no tempo que vos resta na carne, não vivais mais segundo as concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de Deus" ( 1Pe 4:2 )



Expressões semelhantes a estas: ‘Quero estar no centro da vontade de Deus’, ‘Quero viver o sonho que Deus tem para a minha vida’, ‘A minha vontade deve estar de acordo com a vontade de Deus’ é uma constante nos púlpitos das igrejas ditas cristãs.



Muitos pregadores assustam seus ouvintes ávidos por aconselhamento afetivo, profissional, familiar, ministerial, etc., com chavões, tais como: ‘Aguarde a vontade de Deus’, ‘Busque a vontade de Deus para a tua vida’ ou, ‘Você está fora da vontade de Deus’.



É alardeado constantemente que o mais importante para o cristão é estar no centro da vontade de Deus. Pessoas e mais pessoas expressam, emocionadas, que desejam estar todos os dias das suas vidas, não importando circunstâncias, no centro da vontade de Deus.



Mas, como não poderia deixar de ser, tais apelos emocionais se agravam, pois os preletores complementam: ‘O centro da vontade de Deus nem sempre é aquele lugar que imaginamos ou queremos estar’, ‘Você está disposto a abrir mão das suas vontades e desejos?’ ou, ‘Você está pronto para viver os sonhos de Deus?’.



Como resultado de tais mensagens, temos muitos cristãos instáveis emocionalmente. Na sua grande maioria, psiquicamente abalados, preocupados, cheios de indagações. Estes são arrebatados emocionalmente nas reuniões solenes, porém, quando chegam às suas residências, ou nos afazeres do dia a dia, a instabilidade e os conflitos se revelam nas incertezas.



Muitos cristãos não têm certeza da salvação. Estão aflitos, cheios de conflitos interno, pois as mensagens destes preletores, que exortam os cristãos a estarem no centro da vontade de Deus, nunca lhes apontam qual é a vontade de Deus. O que impera não é o amor, mas o medo! ( 1Jo 4:18 ). São crentes em crise. Perturbados. Sem vida!



Mas, qual é a vontade de Deus? Por que tanto mistério em torno da vontade d’Ele? Quantas vontades de Deus existem? A vontade de Deus difere de pessoa para pessoa?



Jesus definiu qual é a vontade de Deus: "Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: Que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia" ( Jo 6:40 ). A vontade de Deus é especifica, e foi bem definida por Jesus: qualquer que contemplar o Cristo e nele ter fé, terá a vida eterna. E não somente isto, no último dia será ressuscitado dentre os mortos pelo Filho.



Ora, dos que foram escolhidos para serem discípulos de Cristo, a vontade de Deus era que nenhum deles se perdesse, porém, a despeito da vontade de Deus, Judas Iscariotes se perdeu. A interpretação do versículo 39 de João 6 diz especificamente dos discípulos, enquanto o verso 40 de toda a igreja "E a vontade do Pai que me enviou é esta: Que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia" ( Jo 6:39 ); "Estando eu com eles no mundo, guardava-os em teu nome. Tenho guardado aqueles que tu me deste, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que a Escritura se cumprisse" ( Jo 17:12).



O apóstolo Paulo também faz alusão à verdade exarada no verso 40: "Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade" ( 1Tm 2:4 ). Ora, a vontade de Deus consiste em salvar todos os homens e, que estes, por sua vez, tornem-se um com a verdade (conhecer) "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" ( Jo 8:32 ). Somente após o homem unir-se a Cristo, ‘conhecendo’ a verdade, liberto estará da condenação do pecado.



Por causa da sua vontade, Deus deu o seu Filho unigênito e, por isso Cristo é o dom de Deus "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" ( Jo 3:16 ; Jo 4:10 ; Ef 2:8 ).



Quando compreendemos que a vontade de Deus é salvar todos os homens e que nenhum se perca, compreendemos o exposto pelo apóstolo Paulo: "Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade" ( Fl 2:13 ). Ou seja, Deus quis salvar (querer) e enviou o seu Filho unigênito (efetuar).



A vontade de Deus foi expressa e é única: a salvação da humanidade! Ou seja, a sua vontade é real, pois para isto providenciou para si o Cordeiro, o Mediador, o Sumo sacerdote, etc. A vontade de Deus não é um sonho, antes é a realidade, visto que a salvação encontra-se em Cristo Jesus nosso Senhor. É pejorativo dizer que Deus tem um sonho para a vida do cristão, pois jamais dorme o guarda de Israel ( Sl 121:4 ).



Portanto, quem pode realizar a vontade de Deus, se a sua vontade consiste em salvar o homem? Eu? Você? Não! A vontade de Deus somente Ele pode realizar e, esta glória Ele não dá a outrem. Ele mesmo diz: "E olhei, e não havia quem me ajudasse; e admirei-me de não haver quem me sustivesse, por isso o meu braço me trouxe a salvação, e o meu furor me susteve" ( Is 63:5 ).

Por isso, Cristo, o braço do Senhor, foi manifesto, desnudado perante as nações "O SENHOR desnudou o seu santo braço perante os olhos de todas as nações; e todos os confins da terra verão a salvação do nosso Deus" ( Is 52:10 ).



Jesus especificou qual era a sua missão: "Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou" ( Jo 6:38 ), pois as Escrituras haviam predito que o Filho faria a vontade do Pai "Então disse: Eis aqui venho (No princípio do livro está escrito de mim), Para fazer, ó Deus, a tua vontade" ( Hb 10:7 ).



Para realizar a vontade do Pai foi necessário estabelecer uma nova aliança "Então disse: Eis aqui venho, para fazer, ó Deus, a tua vontade. Tira o primeiro, para estabelecer o segundo" ( Hb 10:9 ), e é através da vontade de Deus que foi realizado a oblação do corpo de Cristo para que os que cressem fossem santificados “Na qual vontade temos sido santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez” ( Hb 10:10 ).



Jesus veio realizar a vontade do Pai: salvar o que se havia perdido ( Mt 18:11 ), e quando o Filho acha a ‘ovelha perdida’, é da vontade do Pai que nenhum dos seus pequeninos se percam ( Mt 18:14 ). Tudo o que Jesus fez foi segundo a vontade de Deus, pois somente Cristo pode salvar o que se havia perdido "O qual se deu a si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de Deus nosso Pai" ( Gl 1:4 ).



A vontade de Deus é salvar o homem e, para salvar Ele executou a sua obra, manifestando na plenitude dos tempos a fé, o Verbo e Cordeiro de Deus para que por meio d’Ele cressem, pois este é o único meio da vontade de Deus ser realizada ( Gl 3:26 ). O querer e o efetuar pertencem a Deus "Jesus respondeu, e disse-lhes: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou" ( Jo 6:29 ).



Os homens querem realizar a obra de Deus e fazer a vontade de Deus. É possível? A multidão queria saber qual era a obra de Deus ( Jo 6:29 ), pois queriam realiza-la, e Jesus respondeu: creiam naquele que Ele enviou, pois esta é a obra de Deus. Ora, todos os que creem em Cristo como diz as Escrituras ‘realizaram’ a obra e a vontade de Deus, o que é impossível aos que não creem em Cristo segundo as Escrituras.



Como? Todos os que creem tem a vida eterna, que é Cristo, portanto, viverão eternamente. Neste sentido, todos os que creem no enviado de Deus fizeram a vontade de Deus, pois estão salvos da condenação imposta pela transgressão de Adão "E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre" ( 1Jo 2:17 ).



Muitos desconhecem qual é a vontade de Deus e estão perdidos em sua religiosidade, pois querem estar no centro da vontade de Deus, cuidando que ela é cumprida através do formalismo, do ritualismo ou da legalidade. Porém, o escritor aos hebreus demonstra que todos os que creram segundo as Escrituras já realizaram a vontade de Deus "Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa" ( Hb 10:36 ).



O escritor aos hebreus, após demonstrar que os que creem já fizeram a vontade de Deus, alerta para que ninguém se prive da graça de Deus, pois um dos enganos do diabo é fazer com que o cristão acredite que ainda não alcançou aquilo que lhe foi concedido "Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem" ( Hb 12:15 ).



Ora, quem creu já realizou a obra e a vontade de Deus, porém, se desconhece esta verdade, será compelido por obreiros fraudulentos a fazerem uma pseudo obra ou pseudo vontade de Deus. Tais obreiros, por estarem enganados em sua carnal compreensão, além de desconhecerem qual a vontade de Deus, promovem um ambiente de mistério, dizendo que a vontade de Deus nem sempre é o que se imagina ou que se propõe realizar.



Através de argumentos persuasivos corrompem a mente de muitos incautos, tais como: ‘Você está disposto a abrir mão das suas vontades e desejos para fazer a obra de Deus? Você está pronto para viver os sonhos de Deus?’, tornam os seus ouvintes presas, dominando-os a seu bel-prazer "Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo (...) Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão" ( Cl 2:8 e 18).



Todos os versículos que falam da vontade de Deus apontam para a salvação em Cristo. Quando Jesus ensinou a orar, assim orientou: "Quando orardes, dizei: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra, como no céu" ( Lc 11:2 ). Qual a vontade de Deus na terra? Que nenhum homem se perca, antes que todos venham ao conhecimento de Cristo, a verdade que liberta. A vontade de Deus nos céus vincula-se a Cristo, pois ao retornar a sua glória Ele é o primogênito dentre os mortos e entre muitos irmãos, pois ao fazer a vontade do Pai na terra conduz muitos filhos à glória de Deus ( Hb 2:10 ).



Jesus deixa claro que só entrará no reino dos céus aqueles que fizerem a vontade de Deus, ou seja, que crerem no enviado de Deus "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus" ( Mt 7:21 ).


Como os ouvintes de Cristo estavam admirados de Jesus não ter aprendido ‘letras’, Jesus os alertou dizendo "Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus, ou se eu falo de mim mesmo" ( Jo 7:17 ), ou seja, os judeus buscavam na lei, nos profetas e nos salmos realizar a vontade de Deus, porém, se compreendessem verdadeiramente as Escrituras (doutrina), veriam que Jesus não falava de si mesmo, antes anunciava a palavra de Deus “Eis que tu que tens por sobrenome judeu, e repousas na lei, e te glorias em Deus; E sabes a sua vontade e aprovas as coisas excelentes, sendo instruído por lei” ( Rm 2:17 -18).



Por causa da relutância em crer em Cristo, Jesus propôs uma parábola aos judeus, e por fim concluiu: "Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram-lhe eles: O primeiro. Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus" ( Mt 21:31 ).



Portanto, amados, todos os cristãos precisam estar cientes do que alcançaram em Cristo. O apóstolo Paulo ao conscientizar os cristãos assim disse: “Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa” ( Ef 1:13 ). O apóstolo estava demonstrando que eles havia efetivamente feito a vontade de Deus.



O apóstolo Paulo não fez mistério sobre a vontade de Deus, antes demonstrou que Deus desvendou o mistério da sua vontade "Descobrindo-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo..." ( Ef 1:9 ). Todos os que crêem são amigos de Deus, visto que a barreira de inimizade foi desfeita e tudo lhe foi revelado "Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer" ( Jo 15:15 ).



Portanto, ordens imperiosas como: ‘Consulte a vontade de Deus para a sua vida’, ‘Deus tem o melhor plano para sua vida’, são inócuas, pois os que são amigos de Deus conhecem a sua vontade e já foi desvendado o mistério da sua vontade aos que creem. Tais mensagens tornam os meninos na fé temerosos, principalmente se estiver passado por dificuldades, visto que ficará questionando: “Será que esta é a vontade de Deus para a minha vida?”.



Esta teologia desfocada da palavra de Deus geralmente se impõe em momentos de dificuldades, catástrofes, acidentes, pois divulgam que, para realizar a vontade de Deus o homem tem que passar pela autonegação, que é preciso negar seus anseios.



O apóstolo dos gentios demonstra que Epafras estava orando a Deus em favor dos cristãos, para que fossem conservados firmes, perfeitos e consumados em toda a vontade de Deus. Se a oração era para que conservasse os cristãos firmes, isto indica que já haviam feito a vontade de Deus "Saúda-vos Epafras, que é dos vossos, servo de Cristo, combatendo sempre por vós em orações, para que vos conserveis firmes, perfeitos e consumados em toda a vontade de Deus" ( Cl 4:12 ).



O apóstolo Paulo recomenda a Timóteo que tivesse um comportamento similar ao de Epafras, porém, ele devia orar por todos os homens, quer fossem nobres ou servos, pois tal atitude era boa e agradável diante de Deus e, em seguida complementou apresentado a vontade de Deus: “ADMOESTO-TE, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens; Pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade; Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador. Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade” ( 1Tm 2:4 ).



Através da exposição paulina a Timóteo é possível demonstrar qual é a boa, agradável e prefeita vontade de Deus: que todos se salvem e venham ao conhecimento da verdade "E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus" ( Rm 12:2 ).



Qualquer que se porte como Epafras e conforme o apóstolo Paulo ensinou a Timóteo, teve a sua mente renovada. Deixou de ser conforme o mundo, entenebrecido no entendimento e, agora compreende que Deus quer que todos se salvem por intermédio de Cristo.



Resta o alerta: "E o servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites" ( Lc 12:47 ).



Portanto: "Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco" ( 1Ts 5:18 ). A vontade de Deus é que o cristão dê graças em tudo, ou a vontade de Deus é a nossa santificação? Por certo que a vontade de Deus é a nossa santificação, o que foi realizada pela oferta do corpo de Cristo "Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da prostituição" ( 1Ts 4:3 ).



O cristão deve dar graças porque a vontade de Deus promoveu a santificação, diferente da ideia de que é da a vontade de Deus que se dê graças em tudo ( Hb 10:10 ). Ser agradecido deve ser uma disposição própria do Cristão ( Cl 3:15 ), e não uma prescrição expressa por Deus “Dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo” ( Ef 5:20 ).



Quando o cristão compreende que a vontade de Deus é que nenhum homem se perca, portar-se-á de modo a não dar escândalo a judeus, gregos ou a igreja de Deus, para onde chegar tenha abertura para anunciar a Cristo ( Ef 5:17 ). A vontade de Deus foi revelada ao apóstolo Paulo, e este, por sua vez, fez de tudo para que pudesse salvar alguns "Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns" ( 1Co 9:22 ); "E ele disse: O Deus de nossos pais de antemão te designou para que conheças a sua vontade, e vejas aquele Justo e ouças a voz da sua boca. Porque hás de ser sua testemunha para com todos os homens do que tens visto e ouvido" ( At 22:14 -15), e após se inteirar desta verdade, escreveu a Timóteo dizendo: Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade” ( 1Tm 2:4 ).



Quando você ouvir alguma mensagem com as seguintes frases: ‘Esteja certo de estar no centro da vontade de Deus!’, ‘Você sabe se é isso que Deus tem para você?’, ‘Seus desejos são os de Deus?’, ‘Não dê um passo sem consultar o Pai!’, ‘Siga os dez passos para conhecer a vontade de Deus’, não se deixe enganar.



Você já fez a vontade de Deus quando creu em Jesus conforme as Escrituras, e como a promessa feita por Cristo não é de casa, carro, casamento, emprego, etc., "E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna" ( 1Jo 2:25 ), basta tão somente a paciência, a obra perfeita da fé, pois de nada tem falta os que creem "Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa" ( Hb 10:36 ; Tg 1:4 ; Sl 34:9 ).

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Estudo do Salmo 91

Fonte: Estudos Bíblicos
http://www.estudobiblico.org/salmos-e-canticos/salmos/livro-iv/481-salmo-91-aquele-que-habita-no-esconderijo-do-altissimo?showall=1&limitstart=


Da mesma forma que o Pai prometeu ao Filho estar com Ele na angustia, Jesus também nos prometeu estar todos os dias conosco ( Mt 28:20 ), alertando que, no mundo os cristãos terão aflições ( Jo 16:33 ). Qualquer que prometa livrá-lo das aflições diárias, não fala conforme a verdade do evangelho, visto que o próprio Cristo não prometeu livrar os cristãos das aflições, antes avisou que seriamos suscetíveis a elas.




Salmo 91

1 AQUELE que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.


2 Direi do SENHOR: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei.


3 Porque ele te livrará do laço do passarinheiro, e da peste perniciosa.


4 Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas te confiarás; a sua verdade será o teu escudo e broquel.


5 Não terás medo do terror de noite nem da seta que voa de dia,


6 Nem da peste que anda na escuridão, nem da mortandade que assola ao meio-dia.


7 Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas não chegará a ti.


8 Somente com os teus olhos contemplarás, e verás a recompensa dos ímpios.


9 Porque tu, ó SENHOR, és o meu refúgio. No Altíssimo fizeste a tua habitação.

10 Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda.


11 Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos.


12 Eles te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com o teu pé em pedra.


13 Pisarás o leão e a cobra; calcarás aos pés o filho do leão e a serpente.


14 Porquanto tão encarecidamente me amou, também eu o livrarei; pô-lo-ei em retiro alto, porque conheceu o meu nome.


15 Ele me invocará, e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; dela o retirarei, e o glorificarei.


16 Fartá-lo-ei com longura de dias, e lhe mostrarei a minha salvação.




Introdução
É comum nas casas, nas empresas e escolas encontrarmos uma bíblia aberta no Salmo 91. Às vezes, as páginas estão empoeiradas e amareladas pela ação do tempo. Outros penduram na porta de suas residências quadros que estampam uma cópia deste Salmo.

Muitos utilizam o Salmo 91 para rezar e outros citam trechos do Salmo 91 em suas orações.
O Salmo 91 passou a ser utilizado como uma espécie de amuleto. Até as religiões espiritualistas entendem que o Salmo 91 é poderoso e que deve ser utilizado nas horas de necessidades para pedir e agradecer a proteção divina para tudo e todos.
Mas, a despeito destas concepções místicas, surge a pergunta: como entender e interpretar o Salmo 91?


O salmista e rei Davi era profeta e separou os levitas para profetizarem com toda a sorte de instrumentos musicais "E DAVI, juntamente com os capitães do exército, separou para o ministério os filhos de Asafe, e de Hemã, e de Jedutum, para profetizarem com harpas, com címbalos, e com saltérios; e este foi o número dos homens aptos para a obra do seu ministério:" ( 1Cr 25:1 ).


A função precípua de um salmista era profetizar, visto que, para este mister foi separado e, atrelado ao oficio de profetizar utilizavam instrumentos musicais.


Analisaremos os salmos como profecias, priorizando a análise do conteúdo dos Salmos do ponto de vista profético e teológico, deixando em segundo plano as questões poéticas e musicais.


Jesus questionou os fariseus acerca do Salmo 110, e eles não puderam respondê-lo de quem o Messias era filho “Dizendo: Que pensais vós do Cristo? De quem é filho? Eles disseram-lhe: De Davi. Disse-lhes ele: Como é então que Davi, em espírito, lhe chama Senhor, dizendo: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, Até que eu ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés? Se Davi, pois, lhe chama Senhor, como é seu filho? E ninguém podia responder-lhe uma palavra; nem desde aquele dia ousou mais alguém interrogá-lo” ( Mt 22:42 -46). Por que lhes era difícil apresentar uma resposta? Porque como interpretes prevaricaram ( Is 43:27 ).

Diante das Escrituras devemos ter em mente a seguinte pergunta: o que pensar acerca do Cristo ( Mt 22:42 ; At 8:34 ). O salmista falava de si mesmo, dos seus compatriotas ou de Cristo? ( At 2:30 -31).

Alguns Salmos geralmente fazem referência às relações estabelecidas entre as pessoas da divindade na eternidade ( Hb 1:5 ; Sl 2:7 ), sendo que tais relações acordadas na eternidade foi possível observar quando foi introduzido o Primogênito de Deus no mundo.


Salmo 110, verso 1diz: “Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha mão direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés” ( Sl 110:1 ), temos aqui o ‘Senhor’ estabelecendo um prazo para que o ‘Senhor’ do salmista permanecesse assentado à Sua mão direita. O que pensar acerca do Cristo neste texto? ( Mt 22:42 ) O salmista estava profetizando acerca de si mesmo, ou do Cristo? ( At 8:34 ).
Antes de prosseguirmos, leia atentamente os Salmos 56 e 57, pois eles contêm elementos essências para interpretarmos o Salmo 91. Observe que o Salmo 56 e 57 descrevem profeticamente uma realidade que pode não ser a do salmista e, que os eventos descritos podem fazer referência à outra pessoa

Não é possível precisar quem foi o autor deste Salmo. Alguns apontam o profeta Moisés como o escritor do Salmo 91 por causa de certas evidências internas (expressões idiomáticas). Outros apontam o salmista e rei Davi.



“Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará”


Para interpretar o primeiro versículo do Salmo 91é necessário responder a seguinte pergunta ( Sl 91:1 ): Quem habita no esconderijo do Altíssimo? A resposta está no decurso do próprio Salmo: “Porque tu, ó SENHOR, és o meu refúgio. No Altíssimo fizeste a tua habitação” ( Sl 91:9 ).
Aquele que fez a sua habitação (refugiou-se) no Altíssimo (v. 9) é quem reside no esconderijo do Altíssimo (v. 1). Quem fez a sua morada no Altíssimo? O Senhor que é refugio do salmista.


Quando escreveu esta profecia, o salmista fez referência a alguém que, naquele exato momento estava residindo no esconderijo (lugar oculto) do Altíssimo, e que, no futuro haveria de deixar a habitação do Altíssimo, sendo necessário refugia-se à sombra do Onipotente ( Jo 16:28 ).

Aquele que haveria de descansar à sombra do Onipotente, à época do profeta e salmista estava ‘habitando’, ou seja, residia no esconderijo do Altíssimo. Quem efetivamente habita no esconderijo do Altíssimo a não ser o próprio Altíssimo? Observe que o verbo habitar no verso 1 está no presente, e não no futuro “Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo...”.


Este é outro Salmo profético e messiânico, visto que o salmista deixa registrado algumas promessas para o Verbo de Deus que haveria de se fazer homem. O Altíssimo, sendo Senhor de tudo, deixou a sua glória e assumiu a condição de Filho sobre a sua própria casa ( Sl 47:2 ; Hb 3:6 ), uma vez que isto foi acordado na eternidade, como se lê: “Porque, a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, Hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai, e ele me será por Filho?" ( Hb 1:5 ).


No Salmo 110 temos o Senhor assumindo o assento à destra da Majestade nas alturas, porque na eternidade uma das pessoas da divindade acordou em assumir a condição de Filho a partir do momento que fosse introduzido no mundo. Porém, não esqueçamos que Ele a tudo criou, e mesmo sendo Senhor sobre a casa que edificou, assumiu a condição de Filho “Mas Cristo, como Filho, sobre a sua própria casa; a qual casa somos nós, se tão somente conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até ao fim” ( Hb 3:6 ).


Os fariseus relutavam em admitir que o Pai celeste tivesse um Filho, isto porque não observavam as Escrituras: "Quem subiu ao céu e desceu? Quem encerrou os ventos nos seus punhos? Quem amarrou as águas numa roupa? Quem estabeleceu todas as extremidades da terra? Qual é o seu nome? E qual é o nome de seu Filho, se é que o sabes?" ( Pv 30:4 ).


O Salmo 91 complementa outros salmos. O Salmo 15 diz: “Senhor, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte?” ( Sl 15:1 ). Como já analisamos em outros Salmos, somente Jesus andou em sinceridade, praticou a justiça e falou a verdade segundo o seu coração ( Sl 15:3 ). Somente o Cristo de Deus tem olhos capazes de desprezar o réprobo. Somente Ele pode honrar os que temem ao Senhor ( Sl 15:4 ).


O Salmo 24 diz: “Quem subirá ao monte do Senhor? Quem estará no seu tabernáculo?” ( Sl 24:3 ). A resposta é clara e aponta para alguém em específico: “Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente. Este receberá do Senhor a bênção e a justiça do Deus da sua salvação” ( Sl 24:4 -5). Somente Jesus dentre os filhos dos homens foi limpo de mãos e puro de coração.

Por falar especificamente do Messias, o salmista não diz ‘qualquer que’, antes utiliza o pronome demonstrativo ‘aquele’ nos Salmos 15, 24 e 91, isto porque somente o Cristo de Deus nunca foi abalado ( Sl 15:5 ).


O convite do evangelho é universal, visto que ‘todo aquele que crê’ ou ‘qualquer que crer’ receberá vida eterna, porém, os Salmos são profecias que apresentam o Cristo de Deus aos homens. Os Salmos, como parte das Escrituras, anunciam o Cristo ( Jo 5:39 ), tornando possível aos homens o ‘conhecimento’ (união intima) de Deus, ou seja, que os homens venham a ser participantes da natureza divina ( 2Pe 1:4 ).

Qualquer homem que queira habitar com o Altíssimo precisa crer em Cristo conforme diz as Escrituras para que possa receber de Deus poder para ser feito filho de Deus ( Jo 1:12 ). Todos quantos forem criados de novo, em verdadeira justiça e santidade, ainda serão aqui neste mundo tal qual Cristo é ( 1Jo 4:17 ; 1Co 15:48 ). Ora, se somos tal qual Ele é neste mundo, habitaremos onde Ele habita, visto que, onde Ele estiver também estaremos "E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também" ( Jo 14:3 ).


Através da desobediência de Adão estabeleceu-se a geração dos ímpios e através de Cristo, que é o último Adão, a geração dos justos é estabelecida ( Sl 24:6 ). Todos quantos são gerados de novo em Cristo Jesus são limpos de mãos e puros de coração. Estão aptos a residir no lugar santo, visto que os irmãos conduzidos à glória são como o Primogênito, co-herdeiros de Deus ( Rm 8:29 ; Hb 2:10 ).


O Salmo 91 é uma profecia que apresenta dois ‘momentos’ distintos pertinentes ao Verbo de Deus. À ‘época’ que o salmista profetizou, o Verbo de Deus estava habitando no esconderijo do Altíssimo, porém, quando o Verbo se fez carne precisou abrigar-se sob a sombra do Onipotente por estar despido de sua glória.

Direi do Senhor: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei.

Aquele que reside no lugar secreto do Altíssimo haveria de anunciar o nome de Deus aos homens, dizendo: “Ele é o meu Deus, o meu refugio, a minha fortaleza, e n’Ele confiarei” ( Sl 91:2 ). O escritor aos Hebreus cita o Salmo 18 para demonstrar que o próprio Filho disse por intermédio do salmista que haveria de colocar em Deus a sua confiança “E outra vez: Porei n’Ele a minha confiança” ( Hb 2:13 ; Sl 18:1 -2 ; Sl 56:4 ).


É próprio ao salmista bendizer o nome do Senhor anunciando as grandezas de Suas obras e magnificência ( Sl 103:1 ; Sl 104:1 ). Quando escreveu este Salmo, o profeta e salmista confiava no Senhor, diferente do que está registrado: “n’Ele confiarei”.
Suguem as perguntas: o salmista ainda não confiava em Deus quando escreveu este Salmo? Ele haveria de confiar somente no futuro?


Enquanto na glória, o Verbo que se fez carne não precisava confiar, porém, após tornar-se participante da carne e do sangue, sujeito as mesmas tentações, porém, sem pecado, também precisou confiar inteiramente em Deus ( Hb 4:15 ).


O verso 2 do Salmo 91 é equivale a introdução do Salmo 31, quando o salmista deixa registrado as últimas palavras do Messias: “Em ti, ó Senhor, me refugio; nunca seja eu envergonhado; livra-me pela tua retidão (...) Nas tuas mãos encomendo o meu espírito...” ( Sl 31:1 -5).


O Verbo de Deus encarnado, o Filho de Davi haveria de dizer do Senhor: “Ele é meu Deus, o meu refugio, a minha fortaleza”. O salmista predisse que o Messias haveria de confiar plenamente em Deus, certo que no momento mais cruento haveria de se refugiar, abrigar-se em Deus, encomendando o seu espírito.
Se o próprio salmista estivesse bendizendo ao Senhor, não haveria necessidade de utilizar o verbo ‘dizer’ no futuro (direi). Geralmente os salmistas quando fazem referência a eventos que lhes são pertinentes dizem: “Bendiz, ó minha alma, ao Senhor” ( Sl 103:1 ). O cântico do salmista Davi é: "No SENHOR confio; como dizeis à minha alma: Fugi para a vossa montanha como pássaro?" ( Sl 11:1 ).

Jesus Cristo homem ao ouvir desde menino a leitura das Escrituras nas sinagogas e no seio da sua família, aliado ao testemunho de sinais e maravilhas que cercaram o evento do seu nascimento, compreendeu pelas Escrituras que Ele era o Messias, o Filho de Deus encarnado. Ele precisou crer.


Diante das promessas que o Pai deixou registrado nas Escrituras, Ele creu, para que se tornasse o Autor e Consumador da fé "Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus" ( Hb 12:2 ); "Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu" ( Hb 5:8 ).



“Porque Ele te livrará do laço do passarinheiro, e da peste perniciosa. Ele te cobrirá com as Suas penas, e debaixo das Suas asas te confiarás; a Sua verdade será o teu escudo e broquel. Não terás medo do terror de noite nem da seta que voa de dia, Nem da peste que anda na escuridão, nem da mortandade que assola ao meio-dia. Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas não chegará próximo de ti. Somente com os teus olhos contemplarás, e verás a recompensa dos ímpios”


Nestes versos estão elencados alguns eventos que não atingiria o Primogênito de Deus quando fosse introduzido no mundo. As promessas de Deus elencadas nestes versos são específicas para o seu Filho.

“Porque Ele te livrará do laço do passarinheiro...” - O Filho do homem ‘certamente’ não seria pego nas armadilhas, por mais engenhosas que fossem. Quando inquiriram o Messias se era lícito pagar tributo a Cesar ( Mt 22:17 ), ou quando apresentaram a mulher pega em ato de adultério ( Jo 8:5 ), tais armadilhas não o enlaçaram “Armaram uma rede aos meus passos; a minha alma está abatida. Cavaram uma cova diante de mim, porém eles mesmos caíram no meio dela” ( Sl 57:6 ; Sl 56:5 ).

“...e da peste perniciosa” – O Filho de Davi era livre do pecado (a peste perniciosa), visto que Ele foi gerado de Deus ( Sl 2:7; 2Sm 7:14 ). Todos os descendentes da carne de Adão, ou seja, que entraram pela porta larga, foram contaminados pelo pecado (ou, vendidos ao pecado como escravos), porém, Jesus, o último Adão, é a porta estreita pela qual todos os homens que querem ser livres do pecado precisam entrar.
“Ele te cobrirá com as Suas penas, e debaixo das Suas asas te confiarás” – O Messias haveria de ser protegido, abrigado em segurança por Deus. “TEM misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia de mim, porque a minha alma confia em ti; e à sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades” ( Sl 57:1 ).
“a Sua verdade será o teu escudo e broquel” – Em todos os ataques dos adversários, a Palavra de Deus (verdade) haveria de ser a defesa de Cristo. Diante dos escribas, fariseus e saduceus Jesus citou as Escrituras. Quando da tentação pelo diabo no deserto, Cristo utilizou a verdade das Escrituras como escudo e broquel (defesa).
“Não terás medo do terror de noite nem da seta que voa de dia, nem da peste que anda na escuridão, nem da mortandade que assola ao meio-dia” – O ‘terror de noite’, a ‘seta lançada durante o dia’, a ‘peste que se move na escuridão’ e a ‘mortandade que acomete ao meio-dia’ não amedrontou o Messias. Ele despojou-se de sua glória e majestade e em tudo se tornou semelhante aos seus irmãos ( Hb 2:17 ), porém, o medo que os homens detinham da morte e do pecado não o acometeu, visto que Ele nunca esteve sujeito a escravidão do pecado ( Hb 2:15 ).



“Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas não chegará próximo de ti. Somente com os teus olhos contemplarás, e verás a recompensa dos ímpios”


Para evitar a queda de muitos, o precursor do Messias foi enviado para que fosse arrancado os tropeços do caminho do povo para que não rejeitassem a Cristo "E dir-se-á: Aplanai, aplanai a estrada, preparai o caminho; tirai os tropeços do caminho do meu povo" ( Is 57:14 ).


Há muito o profeta Isaias predisse que os moradores das duas casas de Israel haveriam de tropeçar por se escandalizar do Cristo "Então ele vos será por santuário; mas servirá de pedra de tropeço, e rocha de escândalo, às duas casas de Israel; por armadilha e laço aos moradores de Jerusalém" ( Is 8:14 ).


A queda de milhares estava prevista, pois tropeçariam na pedra de esquina, porém, não lançariam mão do Cristo "E uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, para aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados" ( 1Pe 2:8 ).
O Cristo não precisaria fazer nada com relação aos ímpios, antes só olhar a recompensa deles ( Sl 56:7 ). Por quê? Porque Cristo escolheu o Senhor como refúgio, o Deus que tudo executa para o Messias ( Sl 57:2 –3). "E se alguém ouvir as minhas palavras, e não crer, eu não o julgo; porque eu vim, não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo" ( Jo 12:47 ).


“Porque Tu, ó SENHOR, és o meu refúgio. No Altíssimo fizeste a Tua habitação”


Todas as promessas seriam levadas a efeito porque o Messias fez do Altíssimo o seu lugar de refugio. Este verso remete ao pensamento do verso 1: O Verbo habitava o lugar oculto do Altíssimo, porém, após ser introduzido no mundo como Primogênito de Deus, o Verbo encarnado passou a descansar na sombra do Onipotente ( Sl 57:1 ).


“Nenhum mal Te sucederá, nem praga alguma chegará próximo da Tua tenda. Porque aos Seus anjos dará ordem a Teu respeito, para Te guardarem em todos os Teus caminhos. Eles Te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com o Teu pé contra uma pedra. Pisarás sobre o leão e a cobra; calcarás aos pés o leão jovem e o dragão”


Quando Jesus nasceu, muitas crianças foram mortas, porém, mal algum O atingiu. A sua família mudou-se para o Egito, e nenhuma praga acometeu a sua família terrena ( Mt 2:16 ). Aos anjos foi dado ordem acerca do Messias, para guardá-lo em todos os seus caminhos. Eles haveriam de amparar o Cristo para livrá-lo de todo mal ( Sl 57:3 ; Sl 56:13 ).

O diabo ciente de que as promessas da profecia deste Salmo faziam referência a Cristo, lançou mão dele para tentá-Lo. E o diabo disse: “Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo. Pois está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e eles te tomarão nas mãos, para que não tropeces nalguma pedra” ( Mt 4:6 ).
Observe que:
O diabo conhece as Escrituras;Lançou duvidas acerca da filiação do Messias;Estabeleceu um teste como prova da filiação;Deu uma ordem com falso embasamento nas Escrituras;Ele sabia que o cuidado de Deus estipulado no Salmo 91 para o Messias visava proteger-Lo de ataques direto dos anjos decaídos e dos homens maus ( Sl 56:5 ; Mt 2:12 e Mt 2:13 );O diabo sabia que Deus não interfere nas decisões dos homens, e que, se Cristo decidisse pular, não seria socorrido.Através da verdade (v. 4) que é escudo e broquel, Jesus respondeu: “Também está escrito: não tentarás o Senhor teu Deus” ( Mt 4:7 ). A confiança deriva do amor e da fidelidade de Deus ( Sl 57:3 b), atributos imutáveis, visto que ao prometer Ele se interpôs com juramento, segundo o seu conselho. Duas coisas imutáveis ( Hb 6:18 ).


O Messias estava descansado à sombra do Onipotente, ou seja, ciente da proteção divina em todos os seus caminhos e que não haveria de ‘tropeçar’. Porém, tal proteção não engloba forçar Deus agir.
Foi dado poder ao Filho do homem para andar entre o leão e a cobra. Acerca da serpente temos uma profecia no Gênesis: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e o seu descendente; este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” ( Gn 3:15 ).


Somos informados pelo Salmo 57 que os homens são comparáveis a bestas famintas, ou seja, leões “A minha alma está entre leões; estou deitado entre bestas famintas, homens cujos dentes são lança e flechas, e cuja língua é espada afiada” ( Sl 57:4 ).


Mesmo entre leões e áspides, o Messias permaneceu descansado (deitado), pois confiava em Deus.



“Porquanto tão encarecidamente Me amou, também Eu O livrarei; pô-Lo-ei num alto retiro, porque conheceu o Meu nome. Ele Me invocará, e Eu Lhe responderei; estarei com Ele na angústia; dela O retirarei, e O glorificarei. Fartá-lo-ei com longura de dias, e Lhe mostrarei a Minha salvação”
Até o verso 13 do Salmo 91 o salmista profetiza, do verso 14 ao 16, ele transcreve o que o Senhor diz, um outro estilo de profecia.
Como o Messias descansou (confiança), o Pai Eterno O livrou “Pois tu livraste a minha alma da morte, como também os meus pés de tropeçarem, para que eu ande diante de Deus na luz da vida” ( Sl 56:13 ). Enquanto no Salmo 91 temos uma profecia em que o Senhor protocola uma promessa de livramento que seria concedido ao Messias, no Salmo 56 temos o Messias declarando que havia sido resgatado da morte.
Por ‘conhecer’ (união intima) o Pai, Cristo foi posto num alto retiro, ou seja, à destra de Deus nas alturas ( Sl 110:1 ; Jo 10:30 ). A palavra ‘conhecer’ tem dois significados na bíblia. Um dos significados é ‘ter ciência de algo’, ‘saber acerca de’, e o significado que este Salmo apresenta é de comunhão íntima.
Do mesmo modo que o Pai e o Filho são pessoas distintas, e, no entanto, são um ( Jo 10:30 ), todos quantos crerem no Filho são um com o Pai e o Filho ( Jo 17:21 -23).


Cristo haveria de invocar o Senhor ( Sl 56:1 ; Sl 57:1 ), e Deus haveria de respondê-lo. E como Deus haveria de respondê-lo? Não deixando o Cristo à mercê da angustia? Não! Deus não prometeu livrá-lo da angustia, antes prometeu estar com Ele durante o período da angustia. Para que Deus estivesse presente na angustia, necessariamente o Cristo deveria ser e foi angustiado "E tomou consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, e começou a ter pavor, e a angustiar-se" (Mc 14:33 ).


Como lemos nos evangelhos, Jesus clamou ao Pai no Getsêmani, porém, Ele foi angustiado até a morte, e morte de cruz "Então chegou Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani, e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto vou além orar" ( Mt 26:36 ). O Messias foi glorificado quando entregou ao Pai o seu espírito, momento em que o Pai O retirou da angustia “Em ti, ó Senhor, me refugio; nunca seja eu envergonhado; livra-me pela tua retidão (...) Nas tuas mãos encomendo o meu espírito...” ( Sl 31:1 -5).

O Cristo de Deus foi glorificado com a glória que Ele tinha antes de ser introduzido no mundo, e entrou no descanso do Pai até que os seus inimigos sejam postos por estrado dos seus pés "E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse" ( Jo 17:5 ).
A promessa do Pai para o Filho é abundância de dias, longura, ou seja, vida eterna "Vida te pediu, e lha deste, mesmo longura de dias para sempre e eternamente" ( Sl 21:4 ). O Filho do homem viu a salvação de Deus “Tu és o mais formoso dos filhos dos homens e os lábios foram ungidos com a graça, por isso Deus te abençoou para sempre. Cinge a tua espada à coxa, ó valente; cinge-te de glória e majestade” ( Sl 45:2 -3).


A cerca de Deus que assumiu a condição de Filho o Salmo 45 declara, conforme atesta o escritor aos Hebreus: “O teu trono , ó Deus, é eterno e perpétuo; o cetro do teu reino é um cetro de equidade. Tu amas a retidão e odeias a impiedade; portanto Deus, o teu Deus te ungiu com o óleo de alegria, mais do que a teus companheiros” ( Sl 45: 6 -7 ; Hb 1:8 ).


Agora que você sabe que estas promessas foram feitas e pertencem a Cristo, creia no enviado de Deus, Jesus Cristo homem que foi glorificado ( 1Tm 3:16 ), para que você possa receber de Deus poder para ser feito um dos seus filhos ( Jo 1:12 ). Através da fé em Cristo você passará a ser co-herdeiro de Deus e participante das promessas "Porque todas quantas promessas há de Deus, são nele sim, e por ele o Amém, para glória de Deus por nós" ( 2Co 1:20 ; 2Pe 1:4 ).


Você que creu em Cristo conforme diz as Escrituras ( Jo 7:38 ), e que é, portanto, uma nova criatura ( 2Co 5:17 ), não pode se deixar levar por crendices várias, tais como rezas e orações com trechos de Salmos, ou de qualquer outra parte das Escrituras.
Não se deixe levar por supostos ‘desafios de fé’, onde certas pessoas incitam os seus ouvintes a doarem seus bens ou que se lance em certas promessas, que muitas das vezes são vazias. Dizeres como: “Se você não for abençoado rasgo a minha bíblia!”; “Se você tem fé doe o melhor, ou doe tudo”.
A bíblia nos garante que já recebemos de Deus todas as bênçãos espirituais a partir do momento que você creu em Cristo ( Ef 1:3 ; 2Pe 1:3 ). Se alguém lhe prometer bênçãos que não estejam elencadas no capítulo 1 da carta de Paulo aos Efésios, desconfie.
Da mesma forma que o Pai prometeu ao Filho estar com Ele na angustia, Jesus também nos prometeu estar todos os dias conosco ( Mt 28:20 ), alertando que, no mundo os cristãos terão aflições ( Jo 16:33 ). Qualquer que prometa livrá-lo das aflições diárias, não fala conforme a verdade do evangelho, visto que o próprio Cristo não prometeu livrar os cristãos das aflições, antes avisou que seriamos suscetíveis a elas.
Os cristãos devem estar certos que todas as coisas contribuiem para o bem daqueles que amam a Deus e que em todas as coisas são mais que vencedores "E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito" ( Rm 8:28 ); "Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou" ( Rm 8:37 ).